Ambiente destinado a liberdade de expressão sobre os mais variados assuntos.

Ora, destruídos os fundamentos, que poderá fazer o justo?
Salmo 11:3

Porque nada podemos contra a verdade, senão em favor da própria verdade.
2 Coríntios 13:8








quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Muros de Areia


Sempre que posso, costumo levar meu filho Mateus para brincar na praia aos sábados pela manhã. Como moramos em apartamento, apesar de espaçoso, fico imaginando sua alegria ao ver-se livre daquelas paredes.
Como sempre faço ao chegar a praia, escolho um lugar apropriado para construir um muro de areia, aonde as águas cheguem com menos força, para que ele possa brincar na areia e ao mesmo tempo desfrutar da água gelada do mar aqui onde moro.
Sempre faço bons muros de areia. Desta vez, fiz o melhor, mais alto e mais modelado muro até então.
O mar estava mais agitado do que de costume e as suas ondas quebravam próximo ao muro, mas o muro resistia firmemente. Ali, vendo o Mateus brincar e as águas baterem contra o muro, fiquei admirando minha excelente obra.
Depois de alguns minutos, fui brincar de bola com meu filho e deixamos o muro alto para trás. Ele ama uma bola. Depois de uns 20 minutos, voltamos para nosso ponto de partida. Mateus foi brincar na areia, mas, percebi que algo já não estava como antes. O imponente muro que eu havia construído, já não estava mais de pé.  Havia sido completamente destruído pelas ondas que estavam ainda mais agitadas e bravias. O muro não resistiu e fora completamente destruído. Curiosamente, não havia nem mais vestígios da sua existência. O terreno estava plano e era como se jamais houvesse construído um muro ali.
Fiquei olhando as ondas que iam e vinham sobre a área em que o muro estava. Fui levado a pensar sobre o coração pecaminoso e o gracioso perdão de Deus.
Quantos muros pecaminosos levantamos em torno do nosso coração! Quantas vezes nos aplicamos em levantar muros cada vez mais altos para preservar o que deveria ser destruído? Quantas vezes queremos preservar aquilo que construímos e que julgamos ser importantes, mas que na realidade, não passa de orgulho, vaidade e soberba da vida?
Quantos muros construímos em torno do nosso coração, pois na realidade, confiamos mais nas obras de nossas mãos do que na ação do bom pastor que é Jesus.
Olhando para o terreno completamente varrido pelas ondas bravias do mar, pensei: assim como as ondas bravias do mar, destruíram o muro que eu havia construído, e acertaram o terreno, sem deixar vestígios, assim também deveria acontecer com o meu coração.
Os muros levantados, indicando minha desconfiança na ação e no cuidado do bom pastor Jesus, deveriam ser destruídos, não pelas ondas bravias, mas pela preciosa graça de Deus.
Ó precisa graça, que insiste em alcançar os filhos de Deus!
Ó preciosa graça, que valida toda a vontade do Altíssimo!
Ó preciosa graça, que derruba os nossos pecados e limpa plenamente nossos corações!
Ó preciosa graça que faz lembrar a fragilidade das minhas obras!
Ó preciosa graça que faz lembrar a fragilidade das minhas mãos!
Ó preciosa graça que faz resplandecer a obra do bom pastor Jesus!
Ó preciosa graça que faz exaltar as obras das mãos do Redentor Jesus!
Ó preciosa graça que me faz lembrar que Ele tem cuidado de mim!
Com os olhos lacrimejantes, chamei meu filho para irmos embora, pois já estava quase na hora do almoço. Antes de irmos, falei com ele o que estava pensando e sentindo e falei a ele que confiasse de todo o coração em Jesus.
Meu filho Mateus, de 1 ano e 9 meses, curiosamente sorriu, me deu uma abraço e disse: “tchau paia”.
Tchau praia, tchau muro, tchau confiança em si mesmo.
Bendita graça e bendito seja Deus e nosso senhor Jesus Cristo!

quinta-feira, 12 de abril de 2012

O afundamento do Titanic e do Wilhelm Gustloff em perspectiva

 

Julio Severo

Mesmo com a sofisticada, rápida e elevada tecnologia de informação e notícias de hoje, o ser humano moderno tem dificuldade de enxergar ou reconhecer fatos comprovados.

Um desses fatos é que é impossível viver sem Deus e seus valores. Os nazistas tentaram, e colheram amargas e destrutivas conseqüências. Os comunistas tentaram, e fizeram e fazem a mesma colheita. Ambas as ideologias socialistas eram centralizadas no homem e baseadas na teoria da evolução, que destrona Deus e entroniza o homem, ou o macaco.

Sem Deus, a tragédia é certa. Na sua inauguração em 1912, o Titanic, que era o maior navio de sua época, foi saudado com as célebres palavras: “Nem Deus afunda este navio”.

O navio afundou, produzindo o que é hoje apregoado como o maior afundamento da história moderna.

No entanto, essa não é a verdade toda. Houve uma tragédia muito maior.

O maior naufrágio do mundo ocorreu no inverno de 1945, bem no fim da 2ª Guerra Mundial.

Com o avanço do exército comunista soviético na região leste da Alemanha, milhões de civis alemães procuravam fugir das furiosas tropas vermelhas, que destruíam tudo, matavam e torturam, e estupravam todas as mulheres e meninas no caminho.

Quem podia, escapava. Assim, centenas de milhares de mulheres, crianças e feridos alemães tentavam fugir o mais rápido possível para zonas da Alemanha fora da esfera soviética. Os civis alemães estavam conscientes de que era sua única esperança de escapar do destino certo de morte, escravidão e estupros em massa nas mãos dos comunistas soviéticos. Os que não conseguiam fugir se tornavam vítimas totais dos caprichos e crueldades soviéticas, e as mulheres e meninas eram condenadas a torturas sexuais que durariam anos.

É nesse contexto de aniquilação de populações civis que o navio hospital Wilhelm Gustloff escapava da implacável invasão soviética carregando mais de 9 mil pessoas, a maioria mulheres e crianças. Na metade do caminho, em sua viagem desesperadora para alcançar a região ocidental da Alemanha, o navio civil se tornará o principal personagem do maior naufrágio silencioso da história.

Na escura e gélida noite de 30 de janeiro de 1945, o navio hospital é avistado por um submarino soviético, que dispara três torpedos, condenando milhares de mulheres e crianças à morte em águas de 10 graus abaixo de zero.

No naufrágio do Titanic, morreram 1.517 pessoas — um número considerado elevadíssimo.

Contudo, no afundamento do navio hospital Wilhelm Gustloff, morreram 9.343 pessoas.

Wilhelm Gustloff

Wilhelm Gustloff

A ideologia comunista soviética — que não cria em Deus e cultuava a teoria da evolução — matou a sangue frio uma multidão enorme de mulheres e crianças indefesas. O fato de que os soviéticos estavam em guerra contra o nazismo — que igualmente desprezava a Bíblia e cultuava a teoria da evolução — lhes dava o direito de matar inocentes?

Mas como disse Dostoyevsky, escritor russo antes da era comunista: “Sem Deus, tudo é possível”.

O desprezo a Deus na cultura da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas tornou possível que seus soldados não tivessem compaixão alguma por civis indefesos. O afundamento do navio hospital Wilhelm Gustloff traz inevitavelmente à lembrança de maneira acentuada o desrespeito aos direitos humanos mais básicos. A lembrança do Titanic poupa os socialistas dessa verdade incômoda.

Por isso, a insistência de se manter o afundamento do Titanic como o maior naufrágio do mundo parece ter o propósito exclusivo de acobertar o fato de que o verdadeiro e único maior naufrágio da história foi provocado pela covardia de homens movidos por uma ideologia sem Deus. A imagem do esquerdismo, comunismo e socialismo é assim protegida da brutalidade de suas ações. Nada aborrece tanto um esquerdista quanto a verdade.

A fim de suavizar a verdade terrível, historiadores esquerdistas costumam alegar que muitas das mulheres eram militares da SS — e possivelmente, as crianças eram militares SS mirins. (Possivelmente também, algum soviético pode ter testemunhado bebês armados de metralhadoras e granadas!) Outra desculpa era que o comandante do submarino soviético, com a escuridão da noite, não tinha como reconhecer que aquele enorme navio não tinha a aparência de navio de guerra. Supostamente, ele não tinha como saber que era um navio hospital carregando uma multidão de desesperados civis. Entretanto, sabe-se que em pleno dia os aviões soviéticos, ao avistarem multidões de civis alemães fugindo pelas estradas, as metralhavam como se tivessem competindo para ver quem derrubava o maior número de alvos. Aliás, até mesmo soldados ingleses e americanos, que eram prisioneiros de guerra dos nazistas no leste da Alemanha, não eram poupados de crueldades quando capturados pelo exército soviético.

A desumanidade comunista é muito bem conhecida. É por isso que durante o governo militar anticomunista no Brasil, os artistas e políticos que eram exilados não escolhiam viver em Cuba, União Soviética, Coréia do Norte ou outro paraíso socialista. Eles optavam por países capitalistas! Por exemplo, Fernando Henrique Cardoso escolheu exílio na França. Gilberto Gil, na Inglaterra. Para que se exilar numa favela socialista quando eles podiam optar pelo luxo capitalista?

Com a finalidade de não apavorar a população alemã com a divulgação de uma perda tão grande diante do avanço soviético, o próprio ditador nacional socialista Hitler ordenou que a imprensa alemã ficasse em silêncio sobre o afundamento do Wilhelm Gustloff. Os soviéticos nunca tentaram quebrar esse silêncio fazendo uma divulgação mundial em massa de seu grande feito de produzir um desastre pior do que o naufrágio do Titanic, pois as outras nações poderiam não ver como honra ou agradável o fato de que os soviéticos estavam alegres de afundar um navio que, além de não lhes representar perigo militar, estava resgatando refugiados civis desesperados.

Para alívio dos socialistas, o silêncio imposto por Hitler e a crença universal de que o Titanic foi o pior naufrágio do mundo mantêm oWilhelm Gustloff e a covardia comunista nos porões do esquecimento da história mundial.

O navio hospital Wilhelm Gustloff, com seu carregamento enorme de mulheres e crianças, merecia ser propositadamente afundado? O que merecia esse afundamento era o nazismo e o comunismo. Embora o nazismo (que é a forma abreviada de nacional socialismo) tenha sido derrotado, o comunismo continuou sua marcha de sangue e destruição, condenando à escravidão, trevas e morte milhões de seres humanos, e muitas mentiras ligadas ao socialismo ainda não afundaram. Pelo contrário, toda forma de desinformação é usada para encobrir as covardias da ideologia comunista.

No Brasil, temos razões para dar preferência ao nome Titanic. É mais fácil de lembrar do que o complicado nome alemão Wilhelm Gustloff. Mas as razões dos simpatizantes da religião de Karl Marx são outras.

Tudo o que foi necessário para o Titanic ir a pique, com seus 1.517 passageiros, foi um enorme bloco de gelo, autor do acidente fatal. Tudo o que foi necessário para que o Wilhelm Gustloff  e seus 9.343 passageiros perecessem no mar foi um comandante soviético implacável de coração gélido, mulherengo, alcoólatra e que anos mais tarde acabaria indo para a prisão por roubo. Sendo educado em escolas ateístas do Estado laico soviético, ele é exemplo do que as idéias evolucionistas de Darwin e as idéias socialistas de Karl Marx fazem no coração, mente e alma de um homem. Sem Deus, todo tipo de mal se torna possível.

Pior do que o naufrágio do Titanic é o afundamento do Wilhelm Gustloff. E muito pior do que o afundamento do Wilhelm Gustloff é o naufrágio de sociedades inteiras nos abismos de destruição da camaleônica ideologia socialista.

Quer saber o resultado final de uma sociedade que é educada a desprezar a Bíblia e cultuar a teoria da evolução, destronando Deus e seus valores e entronizando Karl Marx, Hitler, Darwin ou outros homens e seus valores? Olhe para o que aconteceu com a Alemanha nazista e a extinta União Soviética: quando os seres humanos param de respeitar a Deus e passam a crer que vieram do macaco, eles se tornam piores do que os animais selvagens.

 

Texto extraído do blog de Julio Severo

http://juliosevero.blogspot.com.br/2008/04/o-maior-naufrgio-do-mundo.html

sábado, 18 de fevereiro de 2012

O Palhaço e o Profeta

Excelente texto. Uma urgente leitura sobre pregação do evangelho. Boa leitura a todos.

Hermisten M.P. Costa

Certa vez, um circo se instalou próximo de uma cidadezinha dinamarquesa. Este circo pegou fogo. O proprietário do circo vendo o perigo do fogo se alastrar e atingir a cidade mandou o palhaço, que já estava vestido a caráter, pedir ajuda naquela cidade a fim de apagar o fogo, falando do perigo iminente. Mas, inútil foi todo o esforço do palhaço para convencer os seus ouvintes. Os aldeões riam e aplaudiam o palhaço entendendo ser esta uma brilhante estratégia para fazê-los participar do espetáculo... Quanto mais o palhaço falava, gritava e chorava, insistindo em seu apelo, mais o povo ria e aplaudia... O fogo se propagou pelo campo seco, atingiu a cidade e esta foi destruída. (1)

De forma semelhante, temos nós muitas vezes apresentado uma mensagem incompreensível aos nossos ouvintes, talvez porque ela também seja incompreensível a nós. As pessoas se acostumaram a nos ouvir brincar tanto com as coisas sagradas, que não conseguem descobrir o sagrado em nossas brincadeiras. Alguns de nós pregam como se estivessem no picadeiro. Por outro lado, nossos ouvintes, por não perceberem a diferença entre o palhaço e profeta, reforçam este comportamento mutante através de um aplauso até mesmo literal. Deste modo, a profecia (pregação) torna-se motivo de simples gostar ou não gostar e o circo perde um de seus talentosos componentes. Assim, sem nos darmos conta, estamos compactuando com a indiferença de nossos ouvintes, que, de certa forma, estão “cansados” da palavra “Evangelho”, sem que na realidade, nunca tenham sido ensinados a respeito do Evangelho de Cristo. A avaliação da mensagem pregada fica restrita ao gostar ou não do ouvinte. Se gostei foi boa, se não, é ruim. Criamos uma categoria arbitrária do que de fato é verdadeiro ou não a partir do gosto, como se este também não fosse afetado pelas consequências do pecado. Na realidade, o gostar ou não deve estar subordinado ao exame das Escrituras (At 17.11). Procedendo assim, descobriremos, para surpresa nossa, o quão o nosso gosto pode ser pecaminoso e inconsequente.

O Evangelho é uma mensagem acerca de Deus – da Sua Glória e de Seus atos salvadores –, acerca do homem – do seu pecado e miséria –, acerca da salvação e da condenação condicionada à submissão ou não a Cristo como Senhor de sua vida. Esta mensagem que envolve uma decisão na História, ultrapassa a História, visto ter valor eterno. Portanto, não podemos brincar com ela, não podemos fazer testes: estamos falando de vida e morte eternas (Jo 3.16-18).

Parece-me correto o comentário de Vincent quando diz que “A demanda gera o suprimento. Os ouvintes convidam e moldam os seus próprios pregadores. Se as pessoas desejam um bezerro para adorar, o ministro que fabrica bezerros logo é encontrado.” (2) É preciso atenção redobrada para não cairmos nesta armadilha já que não é difícil confundir os efeitos de uma mensagem com o conteúdo do que anunciamos: a pregação deve ser avaliada pelo seu conteúdo; não pelos seus supostos resultados. Esse assunto está ligado à vertente relacionada ao crescimento de igreja. Iain Murray está correto ao afirmar: “O crescimento espiritual na graça de Cristo vem em primeiro lugar. Onde esse crescimento é menosprezado em troca da busca de resultados, pode haver sucesso, mas será de pouca duração e, no final, diminuirá a eficácia genuína da Igreja. A dependência de número de membros ou a preocupação com números frequentemente tem se confirmado como uma armadilha para a igreja.” (3)

Devemos nos lembrar de que o pregador não “compartilha” opiniões nem dá suas “opiniões” sobre o texto bíblico, nem faz uma paráfrase irreverente do texto, antes, ele prega a Palavra. O seu objetivo é expressar o que Deus disse através de Seus servos. Pregar é explicar e aplicar a Palavra aos nossos ouvintes. O aval de Deus não é sobre nossas teorias e escolhas, muito menos sobre a “graça” de nossas piadas, mas sobre a Sua Palavra. Portanto, o pregador prega o texto, de onde provém a verdade de Deus para o Seu povo.

O púlpito não é o lugar para se exercitar as opiniões pessoais e subjetivas, mas sim, para pregar a Palavra, anunciando todo o desígnio de Deus, sob a iluminação do Espírito. Alexander R. Vinet (1797-1847) definiu bem a pregação, ao dizer ser ela “a explicação da Palavra de Deus, a exposição das verdades cristãs, e a aplicação dessas verdades ao nosso rebanho.” (4) Sem a Palavra, o púlpito torna-se um lugar que no máximo serve como terapia para aliviar as tensões de um auditório cansado e ansioso em busca de alívio para as suas necessidades mais imediatamente percebidas. Ele pode conseguir o alívio do sintoma, mas não a cura para as suas reais necessidades.

Albert Martin apresenta uma crítica pertinente; ele diz: “O esforço desnatural de certos pregadores para serem ‘contadores de piadas’, entre a nossa gente, constitui uma tendência que precisa acabar. A transição de um palhaço para um profeta é uma metamorfose extremamente difícil.” (5)

(...)

Imaginem um jovem entre centenas de outros, ansiosamente procurando seu nome nas listas afixadas nas paredes na universidade a fim de saber se foi aprovado ou não no vestibular. De repente surge um amigo com um sorriso largo e com os braços abertos, dizendo: “parabéns, você foi aprovado”. O jovem dá-lhe um abraço apertado, pula, grita, ri, chora, comemora... Depois de alguns minutos de euforia, aquele “amigo” diz: “É brincadeira; seu nome não consta entre os aprovados”. Se você fosse aquele vestibulando, como reagiria? Pense nisto: Se você corretamente não admite brincadeiras com coisas sérias, o Evangelho, que envolve vida e morte eternas seria passível de brincadeiras, de gracejos? A pregação é assunto para profetas, não para palhaços. Pensemos nisso.

Rev. Hermisten Maia Pereira da Costa é professor de Teologia Sistemática e Teologia Contemporânea do Seminário Teológico Presbiteriano Rev. José Manoel da Conceição e integra a equipe de pastores da Igreja Presbiteriana de São Bernardo do Campo.

Notas:

(1) Esta parábola é contada por Kierkegaard (1813-1855) e aplicada nas obras de Harvey Cox, (A Cidade do Homem, 2ª ed. Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1971, p. 270) e J. Ratzinger (Introdução ao Cristianismo, São Paulo, Herder, 1970, p. 7-8). Todavia a aplicação que ambos fazem é divergente entre si. E a que faço é diferente da de ambos.

(2) Marvin R. Vincent, Word Studies in the New Testament, Peabody, MA., Hendrickson Publishers, [s.d.], Vol. 4, (2Tm 4.3), p. 321.

(3) Iain Murray, A Igreja: Crescimento e Sucesso: In: Fé para Hoje, São José dos Campos, SP., Fiel, nº 6, 2000, p. 27.

(4) A.R. Vinet, Pastoral Theology: or, The Theory of the Evangelical Ministry,2ª ed. New York, Ivison, Blakeman, Taylor & Co. 1874, p. 189.

(5) Albert N. Martin, O Que há de Errado com a Pregação de Hoje?, São Paulo, Fiel, (s.d.), p. 23.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Ditadura Gay

ditadura gay

Imagem reproduzida do site do Julio Severo.

Maiores informações sobre o Estatuto da Diversidade Sexual,

http://www.oab.org.br/arquivos/pdf/Geral/ESTATUTO_DA_DIVERSIDADE_SEXUAL.pdf

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Notícias importantes sobre o Iraque

Caros leitores:

Logo após os EUA terem invadido o Iraque, a mídia mundial voltou-se contra a ação americana, alegando que a invasão, sob o pretexto de armas de destruição em massa, não se confirmou. George W. Bush foi massacrado e ridicularizado, acusado de ter promovido uma guerra simplesmente em função do petróleo e do mercado de armas.

A esquerda e simpatizantes (idiotas úteis), vociferavam contra a intolerável ação americana. A esquerda brasileira chegou inclusive a imaginar uma invasão americana.

Depois de alguns meses, as coisas começaram a aparecer. Num primeiro momento, foi dito que Saddan Russeim estava se preparando para a produção de armas de destruição em massa. Depois, constatou-se que os EUA não lucraram com os poços de petróleo no Iraque, mas sim, França e Itália estavam no topo da lista de países beneficiados. Depois, descobriram que Saddan Russeim havia matado mais de 1 milhão de iraquianos. Neste momento, a mídia brasileira começou a perder interesse pelo Iraque.

Por falar nisso, é realmente estranho que a imprensa brasileira somente noticia os atentados ocorridos no Iraque, mas de jeito nenhum noticia que o país está em franco crescimento econômico. As coisas no Iraque estão dando certo. Como já disseram alguns analistas, o presidente George W. Bush foi o melhor presidente que o Iraque já teve.

Voltando ao assunto das armas de destruição em massa, nesta semana foi publicada uma reportagem no National Review, desmentindo absolutamente toda a grande mídia e mostrando a qualidade fraudulenta das informações que circulam por aqui.

Segundo o jornalista Jim Lacey, armas de destruição em massa foram descobertas. Segundo o jornalista, quando tanques americanos chegaram em Bagdá, Saddam havia completado a construção de uma fábrica de antraz. A produção começaria em apenas uma semana. Outra informação importante foi a descoberta de 5 laboratórios móveis, sendo que um deles estava num centro de saúde pública e o outro estava numa mesquita. Os dois lugares eram proibidos aos observadores da ONU.

Outras informações acesse o site do National Review em:

 http://www.nationalreview.com/articles/277115/saddam-what-we-now-know-jim-lacey

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Conhecendo Deus

Seus Decretos – parte II 

Conheçamos e prossigamos em conhecer ao Senhor; como a alva, a sua vinda é certa; e ele descerá sobre nós como a chuva serôdia que rega a terra.

Oséias 6.3

É curioso ver os especialistas evangélicos constatarem o óbvio, que os evangélicos cresceram muito nos últimos anos, porém, não criaram raízes profundas, e por isso, há muita imaturidade. O fato curioso é que raramente identificam com clareza quais os motivos concretos para tal fenômeno.

Penso que uma das razões pela qual os especialistas evangélicos se negam a identificar especificamente as causas desta anomalia resida no fato de que, tais especialistas seriam contados entre os vários problemas que assolam a igreja.

Um dos erros que mais contribui para o enfraquecimento e a imaturidade da igreja é o desconhecimento da pessoa de Deus e seus atributos.

As pessoas estão por aí, anunciando um deus diferente do verdadeiro Deus revelado nas Escrituras Sagradas. Tais pessoas estão buscando um falso deus, sinceramente, para satisfazer suas exigências carnais, para serem livres pensadores, para dar ordens a este falso deus, para fazer valer suas próprias impressões de vida, de mundo e de crença. O único compromisso deles é com sua própria satisfação. É o hedonismo evangélico, patenteado, distribuído e bem aceito por muitos. Tais pessoas, definitivamente não estão comprometidas com a causa do Reino de Deus, mas com a causa delas mesmas.

Por estas e outras particularidades, devemos proclamar que o verdadeiro caminho do cristão, é conhecer a Deus, conforme ele mesmo se revela em sua Palavra, para sua própria segurança e edificação.

Para a mente distorcida de muitos evangélicos, relembrar ou anunciar os decretos de Deus, segundo revelado em sua Palavra, já é razão suficiente para gritarem em coro que não são robôs, que possuem livre arbítrio ou que não dependem de doutrina e sim do Espírito Santo.

Ora, é esclarecedor observar como os falsos evangélicos querem manter a todo custo sua falsa liberdade. Os que amam verdadeiramente a Deus, amam submeter-se a ele e não querem uma falsa liberdade, antes, almejam cada vez mais serem escravos de Deus, para o serviço dele, no reino que pertence a ele.

Quando nos deparamos com a apresentação de uma doutrina, nossa primeira pergunta deve ser se tal doutrina é encontra na Bíblia. Não apenas em textos isolados, mas se de fato, podemos, sistematicamente, observar em textos diretos e indiretos, se tal doutrina é bíblica. A partir desta constatação, caberá ao crente verdadeiro, suplicar a santa iluminação do Espírito Santo para compreensão e submissão e santa alegria por ser alvo de tão grande dádiva, que é conhecer Deus segundo ele mesmo se revela em sua Palavra.

É maravilhoso estudar e constatar a bendita doutrina dos Decretos de Deus. Conforme bem disse Arthur W. Pink em seu excelente livro “Os atributos de Deus”, o que temos na realidade é um único ato de Deus em que ele ordenou absolutamente todas as coisas, em todas as épocas, fazendo valer sempre sua vontade. Entretanto, em nossa mente finita e manchada pelo pecado, não conseguimos abarcar tal conhecimento. Por isso, falamos sempre em Decretos, pois é assim que nossa mente consegue lidar, ou seja, com eventos e ações sucessivas. Entretanto, Deus não está limitado, nem pelo tempo, nem pela lógica humana, nem limitado por coisa ou evento. Houve um único decreto, uma única decisão.

As Escrituras Sagradas estão repletas de textos diretos e indiretos que declaram com precisão a realidade dos Decretos de Deus, usando expressões como decretos, obra ou propósito, ou ainda, sua vontade. A palavra decreto acha-se no Salmo 2.7. Em Efésios 3.11 encontramos eterno propósito. Em atos 2.23 lemos sobre o determinado conselho e presciência de Deus. Em Efésios 1.9 lemos sobre o seu beneplácito. Estes textos e outros como o precioso Salmo 119, são provas adequadas da existência da doutrina dos Decretos de Deus e outras maravilhosas doutrinas bíblicas.

O cristão ingrato e insolente questionará: o que isso tem a ver comigo? Como isso poder me ajudar com meus problemas?

Na maldade que domina tais corações, sempre haverá uma pergunta centralizadora na própria pessoa, como se o universo inteiro tivesse uma obrigação moral de adulação.

Para aqueles que desfrutam da bendita iluminação, haverá sempre um assombro, um espanto, um adequado senso de pequenez diante daquele que ultrapassa completamente nossos raciocínios, tão elevado é o SENHOR.

No próximo texto veremos mais detalhadamente aspectos específicos da doutrina dos Decretos de Deus.

Jean Carlos Serra Freitas

domingo, 7 de agosto de 2011

Diante do trono, de quem?

Uma defesa da genuína fé bíblica, ou, uma defesa de si mesmo?

Tempos atrás assisti a um vídeo em que a principal vocalista do grupo evangélico diante do trono, supostamente tomada pelo Espírito de Deus, prostrou-se no palco de quatro e começou a engatinhar como um animal, fazendo gestos com as mãos, imitando um felino, e, ao final de toda a pantomima, a explicação foi que, a unção do leão alcançou a vocalista. (link do vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=trnVyN3FcsM)

Após a postagem do vídeo, uma saraivada de críticas foi feita sobre o ocorrido. Muitos também se levantaram para a defesa, criticando as críticas e os críticos.

Recentemente assisti outro vídeo, da mesma vocalista, onde ela aparentemente apresenta sua defesa. Digo aparentemente, pelo fato de, em sua suposta defesa, se complicar ainda mais.

Tenho observado, com preocupação, o que qualifico de personalização da verdade, ou seja, a verdade, não depende de ser verdade encontrada nas Escrituras Sagradas, mas depende de uma persona, de uma personalidade, de uma pessoa que dê a devida clareza ou o devido sentido ao que se quer defender. Portanto, nesta geração marcada pela personalização da verdade, ela, a verdade, não depende de ser mesmo verdade, mas depende de que a personalidade diga o que é a verdade e o que não é.

É o caso citado acima. Como tomamos por base e autoridade, a Bíblia (regra de fé e prática para muitos, ainda), a partir dela é que examinamos os fatos.

É interessante notar que as personalidades evangélicas, quando atingem algum status, não admitem mais serem questionadas.

Os que cometem o crime de observarem os fatos criticamente à luz da Bíblia, rapidamente são atropelados pela personalidade detentora da verdade. Tais personalidades invocam agirem em nome de Deus. E, como agem em nome de Deus, qualquer crítica ou posicionamento contrário, é agir contra Deus e seu suposto ungido.

É assim com a cantora em questão e com muitos outros personagens evangélicos, das mais diferentes denominações. Estão unidos pela aversão de terem de se explicar diante de alguma bizarrice mais chocante.

Fiz uma análise mais detalhada do vídeo. Vejam o vídeo primeiro e depois continuem a leitura do texto.

Por volta dos 17seg. há uma lista de ações apresentadas por ela que não deveriam sofrer nenhuma crítica. A lista é: tatuagem, pintar cabelo, vestir de pano de saco, e finalmente, andar como um leão no palco. Nesta altura, afirma que, “se alguém quer obedecer a Deus, levará pedrada”. Perceberam a maldade da argumentação? Não há uma defesa real sobre a tatuagem, cabelo ou pano de saco. O interesse é defender a atitude de ter andado como leão. Onde está a maldade? Ora, numa argumentação do que é obedecer a Deus, deveria ser apresentada a defesa da santidade contra a carnalidade, da santificação contra a perversão, e tudo isso se encontra claramente na Bíblia. O que não se encontra na Bíblia é a unção do leão. Vale lembrar aqui uma informação importante. Nos cultos pagãos é que havia manifestação de homens e mulheres imitando animais, sendo este, o clímax nos cultos pagãos.

Ignorar o fato de que a Bíblia não aponta tais invencionices carnais, pode. Criticar a atitude, segundo a cantora, é desobedecer a Deus, e isso não pode de jeito nenhum, mesmo que para obedecer a Deus, tenhamos que agir como os pagãos.

Em 1,1seg. ela conclama aos presentes para um compromisso de lealdade e fidelidade. Enganam-se aqueles que acham que é um compromisso com Deus. É um compromisso com ela. Novamente ela é o centro das atenções. Em momento algum ela exorta os seus seguidores a renovar o compromisso com o Senhor Jesus Cristo, sua Palavra e o santo evangelho.

Em 1,24seg. ela usa um argumento curioso: “Se não está bebendo, se embriagando, ou se prostituindo, que mal, há?” Ora, vemos novamente a maldade argumentativa e sedutora da personalização da verdade. Se não encontramos base bíblica para nortear alguma atitude, tal atitude é má. Ainda mais se a atitude andar de mãos dadas com as manifestações pagãs animalescas.

O profeta Isaías já havia alertado o povo de Israel sobre o correto e santo procedimento e o mesmo alerta serve para a nossa geração: Ai dos que ao mal chamam bem e ao bem, mal; que fazem da escuridade luz e da luz, escuridade; põem o amargo por doce e o doce, por amargo! Ai dos que são sábios aos seus próprios olhos e prudentes em seu próprio conceito. (Isaías 5. 20 e 21).

Em 1,33seg, ela apresenta sua credencial diplomática espiritual, informando aos presentes que “se ele o chamou para fazer a obra, que pecado há?” Ela é quem decide o que é ou não pecaminoso. E continuou dizendo: “que pecado há em fazer a vontade do Senhor dentro daquilo que ele te pediu.”

Prestaram atenção? O argumento soou muito espiritual, entretanto, o argumento é destituído de qualquer possibilidade de constatação realmente bíblica. Não podemos mais usar a Bíblia como regra de fé e prática, porque a vontade do Senhor está fundamentada “dentro daquilo que ele pediu”. Não mais as Escrituras Sagradas, mas a individualidade. É a personalização da verdade em seu clímax.

Não há a menor possibilidade de aferir o que ela faz ou fala, pois ela é o veículo revelacional.

Vemos o contrário sendo afirmado na Bíblia. Em Atos 17.11 lemos: Ora, estes de Beréia eram mais nobres que os de Tessalônica; pois receberam a palavra com toda a avidez, examinando as Escrituras todos os dias para ver se as coisas eram, de fato, assim.

Examinar as Escrituras e a partir dela julgar todas as coisas não é descrença é nobreza. Querem fazer com que a Bíblia seja deixada de lado para que a personificação da verdade ganhe proporções ainda maiores, seduzindo e subvertendo a segurança da igreja militante.

Em 2,16seg, ela diz: “vamos respeitar a unção de Deus na vida do outro.” Ou melhor, na vida dela. Pois é uma defesa dela que ela está fazendo.

O que devemos respeitar é a Bíblia, pois ela é o instrumento verdadeiro para conhecermos os propósitos do Senhor. E, segundo a Bíblia, verdadeira unção é aquela que instrui referente à própria Bíblia. A verdadeira unção é a ação iluminadora do Espírito Santo, capacitando quem ensina ou quem aprende os valores do reino de Deus e do ministério de Jesus Cristo, transformando suas ações conforme a orientação bíblica.

Em 2,28seg, ela conclama seus seguidores para que não sejam “divulgadores de notícias exageradas e mentirosas, pois não se poder conferir se a fonte é ou não verdadeira”. Ou seja, um vídeo postado no youtube, mostrando exatamente o que ela fez, não serve. Devemos acreditar nela, não naquilo que vemos e ouvimos com os nossos próprios olhos.

Em 3,18seg, ela quer que os ouvintes façam um compromisso de serem “sustentadores daqueles que estão servindo ao Senhor”. Será que somente eles, um grupo especial, servem a Deus? O apóstolo João combateu um grupo semelhante em sua época, chamados de gnósticos, qualificando tais gnósticos como anticristos.

Devemos sim, defender aqueles que estão servindo a Deus e verdadeiramente estão “levando pedradas”. Cristãos verdadeiros que estão defendendo a centralidade das Escrituras Sagradas; cristãos verdadeiros que estão denunciando o megamercado musical evangélico; cristãos verdadeiros que estão sendo perseguidos em países hostis ao evangelho; cristãos engajados na defesa da liberdade da expressão bíblica.

Há sim, muitos cristãos verdadeiros que devem ser atendidos em suas dificuldades, quer seja por doação financeira, quer seja por oração. Entretanto, não vemos tamanha mobilização pela verdade bíblica, por parte daqueles que querem ensinar a igreja ensinos que não estão na Bíblia.

Em 3.19seg, ela diz: “se você ver algo que você não concorde, ore, em secreto.” Ora, não fomos chamados para denunciar o erro, quer sejam dos nossos, quer sejam erros de fora? Os profetas do Antigo Testamento foram perseguidos exatamente por denunciarem os erros de Israel em alto e bom som.

A Igreja foi chamada para ser baluarte da verdade (1 Tm. 3.15). Entretanto, há uma convocação para não denunciar os erros. É o império da mentira ganhando terreno onde deveria imperar o império da verdade e da justiça.

Em 4,17seg, algo estranho acontece. Até então, sua postura é de uma aparente autoridade a declarar a vontade do Senhor. Entretanto, neste instante, sua expressão muda, ela fica descontraída, e fala que as “pedradas continuarão, porém, menos mãos jogarão pedras.”

É uma clara aposta na covardia e na acomodação. É uma aposta na impunidade das ações que definitivamente não encontram base bíblica e ainda qualifica as críticas como pedradas.

Ora, há uma perseguição real contra cristãos no mundo inteiro. Milhares de cristãos estão sendo mortos e perseguidos por sua fé genuinamente bíblica em Jesus. E, curiosamente, o pedido das igrejas perseguidas é que Deus lhes conceda força e serenidade para continuarem a proclamar as boas novas do evangelho e ao mesmo tempo, não desanimarem em vista da árdua perseguição.

Esta postura é completamente diferente da postura da defesa das carnalidades que temos visto atualmente em nosso País.

Por fim, não do vídeo, mas da minha paciência, ela diz para não “pararmos por causa de obstáculo algum”.

Finalmente concordo com ela. Não deveríamos parar de denunciar os erros, as atitudes antibíblicas, mesmo que as pedradas não diminuam, mesmo que os obstáculos aumentem, mesmo que sejamos em número menor, não deveríamos ficar intimidados, pois melhor é servir no reino de Deus do que no império da apostasia.

Raramente ouviremos que houve exagero por parte deste ou de qualquer outro que tenha ido além do que afirma a Bíblia. Raramente veremos estes ícones admitindo seus erros na mesma proporção. O máximo que teremos será uma notinha bem discreta.

O cristão verdadeiro deveria rejeitar tudo isso e aprender com os nobres da cidade de Bereia, qualificados como nobres, porque consultaram as Escrituras Sagradas, não acreditando imediatamente no que alguém declara como verdade, mas confiando nas Escrituras Sagradas, para averiguar a verdade.

O alerta quanto a personalização da verdade serve para os pentecostais e para os conservadores.

Deus nos ajude a dizer não ao engano, venha ele de onde vier.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Conhecendo Deus

Seus Decretos – parte I

Conheçamos e prossigamos em conhecer ao Senhor; como a alva, a sua vinda é certa; e ele descerá sobre nós como a chuva serôdia que rega a terra. Oséias 6.3

   De tempos em tempos assisto a um determinado programa evangélico de entrevistas, dependendo do assunto e dos entrevistados. Num dado momento do programa, há uma enquete feita nas ruas, perguntando as pessoas qual a opinião delas sobre o assunto em debate. As respostas sempre me surpreenderam, menos pelo conteúdo, na maioria das vezes preocupante, e mais por sua forma. Os entrevistados sempre diziam: “eu acho”, para toda pergunta feita. Independente do tema abordado, independente de terem lido, ou não, alguma coisa a respeito, independente de terem parado, ou não, um minuto para pensar no assunto, os entrevistados sempre respondiam com um lamentável “eu acho”.

   O profeta Oséias descreveu com clareza a advertência da vinda do Senhor como certa. Nas páginas do Novo Testamento vemos com clareza ainda maior a advertência do retorno de Jesus Cristo. Até a consumação de todas as coisas, recebemos uma ordem bendita para conhecermos a Deus, pelo fato maravilhoso de Deus ter-se revelado na pessoa de Jesus Cristo.

   Temos no presente momento uma contradição de realidade. Enquanto observamos o avanço evangélico no Brasil, observamos com imensa preocupação o desconhecimento de algumas doutrinas básicas e fundamentais da fé cristã. O cristianismo que está sendo apresentado é uma caricatura do verdadeiro cristianismo bíblico.

   Idolatria, ecumenismo, egocentrismo, paganismo, crendices populares e uma forte influência mundana, sociológica e ideológica, estão moldando uma geração inteira. Dizer que isso é bom, é inverter a realidade chamando o mal de bom e o bom de mal.

   Conhecer a Deus é uma das principais características da teologia cristã clássica. É espantoso ver homens e mulheres, jovens e adolescentes mais preocupados em barganhar com o Altíssimo do que conhecê-lo. É lamentável ver evangélicos mais encantados e empolgados com determinado artista ou pregador do que com o Senhorio do Deus Todo Poderoso. É lamentável ver evangélicos amedrontados por satanás, enquanto na presença daquele que é fogo consumidor (Hebreus 12.29) são desleixados. Procedem como se estivessem assistindo a uma partida de futebol. É vergonhoso ver o hedonismo crescente no meio evangélico, onde somente se busca a satisfação pessoal.

   Muitos grupos evangélicos se reúnem somente para exigir que Deus satisfaça suas vontades. Buscam o que seus corações corruptos ordenam. Reunidos, choram, pulam, aplaudem, fecham os olhos em profunda consternação, tão somente para tentar conquistar o que querem. Tais evangélicos jamais afirmaram em oração a santa orientação: “Senhor, seja feita a tua vontade”.

   Em meio a tamanha discrepância de crenças no meio evangélico, é bom distinguir alguns termos, e o principal para este momento é fé reformada.

   Quando falamos em fé reformada, queremos que haja distinção entre aquela espécie de fé corrupta e a verdadeira fé bíblica. Portanto, fé reformada é aquela fé apresentada nas Escrituras Sagradas. É a fé que se humilha diante do Rei dos reis, que se submete ao senhorio de Jesus Cristo, que descansa à sombra do onipotente, que reconhece nele toda razão da existência, que contempla o sacrifício de Jesus Cristo como o fundamento para consternação piedosa e alegria serena, que contempla e experimenta o derramar da graça de Deus nos corações, que se alegra profundamente e intensamente pelo fato de sermos filhos de Deus, amados do Pai e herdeiros do reino celestial.

   Apresentamos nosso desejo de, nos próximos domingos, compartilharmos das maravilhosas doutrinas do ser de Deus, a começar por seus decretos. O intuito é o fortalecimento da fé com base no ensino do conhecimento de Deus, conforme revelado nas páginas das Escrituras Sagradas.

   Está será, sem dúvida, uma maravilhosa jornada amparada pela maravilhosa graça.